Meu banho, sinceramente, deveria ser um momento remunerado.
Digo isso porque, pra mim, é muito produtivo. Além da função original de me manter limpinha, cheirosa: eu PENSO MUITO.
Escrevo poemas mentais dependendo da música que está tocando (sim, ouço música toda vez. Você não? 🤨 Vish! Comprei uma Alexa com a finalidade de habitar o banheiro!).
Penso sobre a vida, além de ler rótulos de produtos que não leria em nenhum outro momento. Eu também penso sobre o que eu deveria ter dito, e no que poderei dizer a próxima vez que algo me der na telha.
Com isso, penso em quem eu sou como pessoa e como profissional. Memorizo, reorganizo e reviso os meus passos.
Isso precisa valer dinheiro, gente!
Tudo isso, me trouxe finalmente a resposta de: quando foi que me tornei redatora?
Se essa pergunta rolar durante alguma entrevista (aliás, mandem jobs! ✌🏻✨) responderei na lata: 16 anos, escola estadual; 1º ano do Ensino Médio, às 7h53 da manhã; durante a aula de filosofia.
Vejam, é verdade que não tava muito afim de fazer a redação proposta. Já tinha fechado nota e eu tava com sono. Você pode me culpar?
Pois, o professor no alto de sua leveza, me pediu pra que fizesse e eu ainda recusei.
Fiquei 40 minutos sem fazer nada. Olhando pra lousa e aproveitando o silêncio dos colegas “queimando a mufa” (se você tinha dúvidas de que eu tenho vocabulário peculiar, aí vai!) para escrever sobre o tema “Razão x Sentimento”.
Afinal, quer filosofia maior que essa?
Percebi que só poderia ser redatora porque nesse dia eu concatenei tudo o que havia dentro de mim sobre o tema em 10 minutos.
10 minutos e amigos me disseram que eu escrevi sem parar, só parei quando acabou a folha.
Foca na filosofia, não na letra garranchosa que deve ter ficado, ok?
No fim, o professor quando me deu o dez após correção me disse que a linha de argumento que eu escolhi, era exatamente a que ele pensava quando nos propôs o tema.
O que escrevi? Que eles coexistem. Que se retroalimentam e mais do que isso: são co-dependentes.
Como diabos vou viver de razão se não viver de sentimento primeiro? E vice-versa.
O mesmo vale para ser redatora: escrever com objetivo. Mas sempre vindo do âmago.
E quando me enxagüei, entendi: foi nesse dia.
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